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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

REMINISCÊNCIA: BALANÇA E MULHER

Foi uma questão numa prova de ciências, em 1968, 4ª série
do ginasial. 

"Quais as características necessárias numa balança?" 
São quatro: - comecei a responder - Precisão, Constância,
Fidelidade e... 

O quarto termo não me acorria à lembrança. 

O professor passeava entre os alunos e, nesse momento,
estava junto 
de mim. Vendo meus escritos, e percebendo
meu esquecimento, 
decidiu (honestamente) me ajudar. 

Na explanação ele havia dito que as qualidades necessárias
a uma 
balança são também necessáras a uma mulher. 
E dizia: 

Precisão é necessária numa balança para que indique, de
modo exato, 
o peso que está medindo. 
É também interessante na mulher, porque, quando ela diz, por 
exemplo, "Isso aconteceu no bairro", é menos informativo do
que 
quando explica: "Isso aconteceu no Bar Fulustreco". 

Constância: É muito importante que uma balança se fixe numa
só 
indicação, e não fique flutuando em diversos valores. 
Também a mulher não deve ficar mudando de gostos todos os 
dias, pois, além de incômodo pra nós, fica mais caro. 

Fidelidade numa balança significa que, para um mesmo objeto,
tendo 
seu peso medido várias vezes, seja indicado sempre um 
mesmo valor. 
Na mulher, fidelidade nem tem necessidade de explicação. 
Isso é o que ele dizia. Como isso já faz algum tempo, pode ter
havido 
mudança nos costumes. 
Mas o conceito continua válido... Para as balanças! 

E sensibilidade: A balança deve acusar, no máximo possível, 
ajustado às finalidades do caso, as menores variações de peso. 
A mulher deve ser sensível aos (principalmente os nossos) 
sentimentos. Uma mulher insensível é algo grotesco! 
E, nessa última, fez o gesto de um beliscão e uma careta, 
representando a sensibilidade. 

Então, na prova, junto de mim, repetiu o suposto beliscão. 
Lembrei-me imediatamente do termo faltante! 

Foi uma boa aula, sem dúvida, mas lembro-me desse fato, 
provavelmente,  só por causa da dica. 
Isso é que é uma dica, não? 

Abraço do tesco. 

SORTESFCO 21 - RESULTADO

a dezena do 5° prêmio é 99,

e, por aproximação, 
a opção vencedora é de  
CYNTHIA!
Parabéns!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

CRENÇAS ANTIGAS

Discorrendo sobre as civilizações grega e romana, em seu 
livro “A cidade antiga”, o historiador francês Fustel de 
Coulanges (1830-1889), no livro primeiro, capítulo 1 – 
“Crenças a respeito da alma e da morte”, escreveu: 

“As mais antigas gerações acreditaram em uma segunda 
existência depois da atual. Encararam a morte não como 
dissolução do ser, mas como simples mudança de vida. 
Mas em que lugar e de que maneira se desenrolava essa 
existência? 
De acordo com as mais antigas crenças dos itálicos e dos 
gregos, a alma não passava sua segunda existência em 
um mundo diferente do em que vivemos; continuava junto 
dos homens, vivendo sobre a terra. 
Acreditou-se por muito tempo que, durante essa segunda 
existência a alma continuava unida ao corpo.”. 

Creio que nenhuma religião intitulada de cristã, dissemine 
tal doutrna. 
Coulanges prossegue: 

“Acreditava-se tão firmemente que ali vivia um homem, que 
nunca deixavam de enterrar junto com o corpo objetos que 
supunham ser-lhe necessários, como vestidos, vasos e 
armas. Derramava-se vinho sobre o túmulo, para matar-lhe 
a sede; levavam-lhe alimentos, para saciar-lhe a fome”. 

E, mais na frente, diz: 

"A primeira opinião dessas gerações antigas foi que a criatura 
humana vivia na sepultura, que a alma não se separava do 
corpo, e que permanecia unida à parte do solo onde os ossos
estavam enterrados.". 

Conta-nos a continuidade desse pensamento, para mostrar 
porque as pessoas se esforçavam em não deixar que faltasse
comida aos mortos: 

"A criatura que vivia debaixo da terra não estava tão livre 
de sua condição humana para não ter necessidade de 
alimentos. Assim, em determinados dias do ano, levava-se 
uma refeição a cada túmulo.". 

Cita o depoimento de Luciano quanto a esse aspecto: 

“Os mortos alimentam-se dos manjares que colocamos sobre 
seus túmulos, e bebem o vinho que neles derramamos; desse
modo, o morto que nada recebe, é condenado à fome 
perpétua.” 

Ao encerrar o capítulo, ele diz: 

"Eis aí crenças antigas, e que nos parecem realmente falsas 
e ridículas.".

Essa consideração, já em meados do século 19, não é 
incoerente, e nós, atualmente, sabemos, ou pensamos que 
sabemos, que a teoria dos antigos é inteiramente falsa. 

Mas, como tudo é relativo, a ideia não é inteiramente falsa, 
sob determinadas circunstâncias. A de que a pessoa creia 
nisso, por exemplo. 

Lemos em livros de André Luiz, obras psicografadas por 
Chico Xavier, citações de espíritos que permanecem junto a 
seus cadáveres, por crerem que assim deva ser, sejam eles 
materialistas, Testemunhas de Jeová, ou que esposem uma 
doutrina que ensine semelhante comportamento. No caso 
de materialistas, nada há pra se observar depois da morte 
do corpo físico. No caso de Testemunhas de Jeová, a alma 
deve se extinguir com o corpo físico, sendo posteriormente 
resuscitada por Deus. 

Nessas situações não há comunicações dos próprios 
espíritos a narrar tais acontecimentos, pois eles estão, como 
deveriam estar segundo seu pensamento, inconscientes. 
Mas, nada impede que, espíritos semi-conscientes, possam 
manifestar-se, expressando os horrores de se estar preso ao 
seu próprio cadáver, o que resume "a morte" para eles. 

E não descarto que isso (essa manifestação) tenha ocorrido 
na Antiguidade, levando os 'ouvintes' a formularem teorias 
tão estapafúrdias. 

Muito há ainda, principalmente para nós, diletantes do 
conhecimento, a ser pesquisado nos textos escritos, mesmo 
sem experiências práticas. O bom senso ajuda nas pesquisas.

Voltaremos a Coulanges numa próxima oportunidade, pois
ele nos fornece informações interessantes. 


Abraço do tesco.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

SORTESCO 290 - RESULTADO

Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 15,

e, por aproximação, 
a opção vencedora é de  
HISCLA!
Parabéns!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DANDO A MÃO À PALMATÓRIA

Confesso que me equivoquei em algumas considerações. 

- Sim, estou arrependido! Minha culpa, mjnha culpa, 
minha máxima culpa... 

Que é isso, Álter?! 

- Estou ajudando a descarregar o peso da sua consciência. 

Não precisa esse exagero, não é esse crime todo. Aliás, 
você nem sabe do que se trata! 

- Ah, é! Tem isso. 

É que sempre fiquei escandalizado com a atribuição da 
origem da democracia aos gregos. 

- Ué! Mas a democracia não veio de lá? 

Sim. Mas o que era essa democracia? Fala-se só de uma 
cidade: Atenas. Quase a metade de sua população era de 
escravos, que não podiam votar. Estrangeiros, residentes 
na cidade (mais de 20% da população), também não 
votavam. Mulheres e menores de 20 anos estavam 
excluídos desse exercício de cidadania, o que resultava 
em que apenas 10% da população era votante. 

Assim, com essas restrições todas, eu minimizava a 
importância dessa 'democracia' ateniense. Achava que 
os historiadores exageravam em sua exaltação. 

- E agora não pensa mais assim? 

Não, decididamente vejo razão nos historiadores. 

- E o que houve pra acontecer essa 'metanoia'? 

Ei! Tem lido esoterismo, ultimamente, também? Mas foi 
o que aconteceu, realmente, uma mudança de pensar, 
pois encaixei o fato no seu devido contexto. A inovação 
grega foi, não apenas no âmbito local, mas em todo o 
mundo, algo verdadeiramente inédito! 

Até então, em qualquer registro histórico conhecido, o 
poder de decisão se concentrava num único homem: 
O rei, chefe, tirano, ditador, cã, cacique, ou qualquer 
outro nome que lhe deem. Quando muito, havia um 
grupinho mancomunado em torno desse centro de 
poder, influenciando nas decisões, mas nada de povo, 
naturalmente. 

- E daí? Pelé já disse que o povo não sabe votar! 

E daí que saiba ou não votar? A diferença é ter o próprio 
destino nas mãos ou não. E quem garante que um apenas 
saiba decidir os destinos de um povo? Na antiguidade 
toda monarquia era absolutista, e ainda tinham o apoio 
da classe sacrdotal, que os revestia com a "aprovação 
divina", quando eles mesmo não eram 'encarnaçao de 
um deus', como acontecia no Egito. 

- Então mudou alguma coisa na administração política 
dos povos... 

Certamente, e mudou muito. Os erros continuam 
acontecendo, o papel do dirigente ainda não foi 
entendido,  nem pela maioria do povo, nem pelos 
governantes, estes são apenas administradores, não 
deuses. Mas já se nota uma maior conscientização das 
pessoas quanto à condução de suas vidas. 

- Tá certo. Então me diga algum evento refletindo essa 
mudança, pra que eu possa me situar. 

Ora, a Revolução Francesa, a Revolução Russa, os vários 
movimentos de independência de colônias são exemplos, 
comumente sangrentos, de um anseio de autonomia, 
insuflados pela existência da democracia. Verdade que 
muitos desse movimentos descambam para uma 
monarquia ou uma ditadura, mas é já um florescer de 
um sentimento democrático. 

Com isso quero dizer que errei ao não considerar como 
uma grande, se não a maior, contribuição da civilização 
grega ao mundo, a noção e a prática da democracia. 

Abraço do tesco.  

SORTESFCO 21


AS CRÔNICAS DE MAJIPOOR 
em 2 volumes
de ROBERT SILVERBERG 
Um planeta grande e de população provinda de diversos 
mundos, inter-relação de espécies diferentes e, no 
palácio dos registros, estão guardadas milhões de 
memórias que podem ser acessadas e vividas, como se 
suas fossem. O jovem Hissune revive várias dessas 
experiências, vidas inusitadas e surpreendentes. 
Total de 340 páginas. 

INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, 
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. 
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. 
Basta indicar esta sua escolha nos comentários. 
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal 
(link no ítem 2 do Regulamento), em 26/02/2014. 
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, 
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

BOBAGENS LINGUÍSTICAS 21

Voltando ao "Dicionário Etimológico Termos Médicos", de 
Simões, Lima e Baracat, continuamos aprendendo com 
algumas etimologias. 

NÁDEGA 
– do latim Nates, nádegas. 
O nome nates, sempre no plural, foi ,antigamente, dado aos 
colículos superiores do mesencéfalo. 
Nádegas localizadas no cérebro? Ah! Tá explicado porque 
tem gente que não tira bundas da cabeça! 

NEGRA 
– do latim Nigra, feminino de Nigrum, negro. 
Os romanos tinham o provérbio popular “Nigro notanda 
lapillo” significando que os dias de má sorte (infelizes) 
deveriam ser marcados, no calendário, por uma pedrinha 
negra. O contrário (dias de sorte, felizes) eram considerados 
“Albo notanda lapillo”. A cor negra era tida como de mau 
agouro, funesta. Os mortos ilustres eram parcialmente 
cobertos por lenços negros, em alusão ao “dia infeliz”. 
Embora a cor não fosse usada oficialmente como sinal de 
luto, pode ter surgido daí o hábito de vestir-se de negro nas 
datas funestas. 
Nada de racismo nisso, a escuridão e a negrura se 
confundem mesmo. "De noite, todo gato parece pardo", 
já nos lembra o ditado. 

NUCA 
– do árabe Nugraf, parte posterior da cabeça.
Só como curiosidade: Nem toda a nomenclatura do corpo 
humano provém do grego ou do latim. 

OBESIDADE 
- Do latim Obesus, gordo. Provém de Obedere, comer em 
excesso. 
Aí está um nome diretamente relacionado à causa. A 
obesidade não precisa de outra explicação, provém de 
comer em excesso. Necessita-se somente um compemento, 
a relativa ociosidade é que leva a transformar o excesso 
de energia ingerida, em gordura. 

PAVILHÃO 
– do Frances Pavillon, tenda e Papilionem, borboletas. 
Em francês, borboleta é Papillon e o termo Pavillon é 
obviamente uma forma variante. Talvez a palavra tenha 
surgido da semelhança encontrada entre os panos 
esvoaçantes das tendas de campanha com as asas das 
borboletas. Porém, é mais difícil entendermos a analogia 
entre a tenda (ou borboleta) e a forma do pavilhão da 
orelha externa. 
Não vejo a dificuldade de entender a analogia de borboleta 
com orelhas. Embora nunca tenha pensado nisso, orelhas 
me lembram asas de borboleta. 

PEITO 
– do latim Pectus, peito, a parte anterior do tórax. 
Em latim, a palavra Pectus significava apenas a parte externa 
(ósteo-muscular) do tórax, não compreendendo a cavidade e 
nem a mama. Em poesia, entretanto, tinha o sentido de alma, 
coração e, por extensão, sede de bons sentimentos, de 
fidelidade (daí a expressão - amigo do peito). Outros autores 
acham que derivaria do grego Pectis, gaiola, armadilha para 
pássaros, ou de Pectós, objeto feito de peças ajuntadas, pela 
semelhança da caixa torácica com estes objetos. 
Nunca vi a utilização do termo 'peito' que não incluísse a 
parte interna. Essa significação deve ter-se perdido entre 
os gregos mesmo. De qualquer maneira, nunca se atacou 
o peito 'pelas costas', né? 

PÊLO 
– do latim Pilus ou Pellis, pêlo de animal. 
Há um famoso provérbio latino: “Lupus pilum mutat, non 
mentem”, isto é, o lobo muda de pêlo mas não a mente. 
Difícil é ver a conexão entre a etimoogia em questão e o 
provérbio, mas que é um provérbio válido, não resta dúvida. 
E se for aplicado na política... Vixe! 

PELVE 
- Do latim Pelvis, bacia, caldeirão. 
Na Roma antiga, Pélvis era o nome de um grande vaso fundo 
com uma borda retorcida (como um caldeirão). A tradução 
fancesa da palavra Pélvis foi “Bassin” e, no final do século 
passado, por ser o francês a língua cientifica oficial 
(principalmente nos tratados de obstetrícia), traduziu-se para 
o portugues, literalmente como bacia e o termo ficou 
consagrado no uso médico. Portanto, a palavra bacia, 
embora de tradução literal correta, é um galicismo. Temos 
em português, a palavra “Pelve”, transcrição direta do latim. 
Realdo Colombo, em 1559, na sua obra “De re anatômica” 
popularizou o termo. 
Eis um erro que, no final, não é errado, pois a própria 
significação do termo original é a mesma do 'erro'. 
Parece mesmo é que somos uma coleção de analogias, 
com a 'batata' da perna oposta à 'canela', com uma 'bacia' 
bem ali, no 'pé' da barriga, e 'asas de borboleta' na cabeça. 
"E o palhaço, o que é?". 

PÊNIS 
- Do latim Penis, que significa originalmente Cauda. 
O órgão masculino, quando pendente, teria semelhança com 
uma cauda. Entre os romanos, assim como em portugues, 
havia inúmeras expressões populares para designar o pênis 
(clava, vômer, radix, ramus, gladius). Desta última (que 
significa espada) derivou, por extensão, o nome “vagina” 
(bainha). 
Interessante esta: Temos uma cauda na frente! 
Também vale notar a lógica da coisa: Existe local mais 
apropriado para guardar a 'espada', que não seja a 'bainha'?  

PERÍNEO 
– do grego Peri, ao redor de e Naion, ânus. 
Hipócrates usava as formas Períneon e Perínaion e Galeno 
restringiu o termo à área entre o ânus e o escroto, no homem, 
e entre o ânus e a vulva, na mulher. 
Um nome tão bonito para um local tão 'escroto'! 
Pense, você não nomearia seu filho de Períneo? 
Entre nomes esquisitos como Telésforo, Temístocles, 
Perivaldo, Arivélton, até que Períneo soa bem singelo. 

PERISTALSE 
- Do grego Peri, em redor e Stellein, mudar. 
A peristalse de fato movimenta o conteúdo intestinal em redor 
e para diante. 
Se eu fosse de jurar, jurava: Nunca tinha lido peristalse até o 
ano passado! E conheço 'peristáltico' desde a adolescência. 
Acontece, né?  

PESCOÇO 
– origem incerta. Não há concordância entre os 
etimologistas quanto à origem desta palavra e as hipóteses 
são quase todas de difícil acompanhamento etimológico 
e/ou semântico. 
Talvez seja derivada do latim Post (após, depois de) e Cocceus 
(relativo à concha) ou de Post, após depois de e do grego 
Kókos, esfera, ou ainda do latim Post, após, depois de e do 
latim Coccum, vermelho escarlate. A palavra anatômica 
correspondente à pescoço mais utilizada é “colo”. 
Sabia que 'carne de pescoço' é algo difícil, pesado, gente 
teimosa, mas que sua etimoogia também o é, eu nem 
desconfiava. 

PILORO 
- Do grego Pylorus, guarda do portão, derivado de Pyle, 
portão ou porta e Ouros, guardião. 
O piloro guarda a saida do estômago. Galeno usava o termo 
Grego Stenótis (estreito) para o canal pilórico do estômago e 
apenas comparava este canal com um Pylouros (guarda de 
portal de templos), mas em latim, o termo Pylorus indicava 
apenas o orifício distal do estômago. 
Mais tarde, o termo de comparação prevaleceu e esta escolha 
parece ter sido devida a Celso e adotada por Rufo de Éfeso e 
Júlio Pollux. Gustava Retzius dividiu a parte pilórica do 
estômago em canal e antro. 
Curioso como uma figura comparativa prevaleceu sobre 
alguma afirmação objetiva. É como se um 'chefão' dissesse, 
sobre um 'capanga': 
- Esse é o Justino, um verdadeiro cão de guarda. 
E o seu nome passasse a ser Cão de Guarda. 

PIORREIA 
- Do grego Pyos, pus e Rhoia, fluxo. 
Outra que eu juraria, se fosse de jurar. Um fluxo de pus, mas 
eu apostava que era infestação de piolho (pediculose).

Já basta, por hoje. 

Vou selecionar mais bobagens pra gente se divertir.

Abraço do tesco. 

SORTESCO 290

A DESINTEGRAÇÃO DA MORTE 
de ORÍGENES LESSA 
Em qualquer lugar que se leia sobre esta 
história de Lessa, dirão que é um conto 
de ficção científica. Mas não é! Nenhum 
trecho do conto exibe alguma alegação 
científica sobre o feito do Dr. Klepstein. 
Certo que ele passou 35 anos estudando 
como eliminar a morte, mas não há 
explicação sobre o método empregado, 
portanto, não é FC. Assim como os três 
outros contos que o acompanham. Um 
deles narra o torpedeamento de um 
vapor que vai de Belém para o Rio de Janeiro, numa narração 
empolgante. Outro é uma sátira hilariante (se não nos 
lembrássemos da realidade) sobre a ditadura de Vargas. 
O quarto conta sobre uma moça que desiste do aborto, 
enfrentando famíia e sociedade. 
São 180 páginas de boa literatura. 

INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, 
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. 
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. 
Basta indicar esta sua escolha nos comentários. 
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal 
(link no ítem 2 do Regulamento), em 22/02/2014. 
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, 
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

SORTESCO 289 - RESULTADO

Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 14,

e, por aproximação, 
a opção vencedora é de  
CLARA LUCIA!
Parabéns!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SORTESFCO 20 - RESULTADO

Nesta edição do sortesFCo, 

sem concorrentes, a vencedora é: 

HISCLA!

Parabéns!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

UMA CRÍTICA DE MONTAIGNE

Evidentemente, não é uma resenha crítica sobre escritos 
de Michel de Montaigne (1533-1592), pois não tenho 
habilitações para isso. Teremos sim, a leitura de uma 
crítica que Montaigne fazia aos seus contemporâneos, 
em um dos "Ensaios". Trata-se do capítulo 49 do livro 1 
destes ensaios, e que se intitula "Dos costumes antigos". 

Acredito que, embora apareça na crônica , no sentido 
que comumente usamos, o termo 'costumes' se refira 
mais a vestimentas, pois é disso que trata, basicamente, 
o ensaio. Lembro que esse volume do livro foi publicado 
em 1573. 

Inicialmente, Montaigne fala sobre a tendência que têm 
os povos de considerarem seus costumes (no sentido 
comum) melhores que o de outros povos, tendência que 
considera geral. 

"Desculparia de bom grado em nosso povo a tendência 
para não admitir como modelo e regra de perfeição 
senão os próprios usos e costumes, pois é defeito 
generalizado, não somente no homem comum como 
em quase todos os homens, ver e seguir apenas o que 
se praticou desde o berço." 

Isso parece não se aplicar aos brasileiros, que veem os 
europeus, norte-americanos e, ultimamente, também 
os japoneses, como mais cultos, mais educados, mais 
saudáveis, mais bonitos... Em suma, melhores que nós 
em tudo (exceto no futebol). 

Esquecem-se de que os europeus ocidentais levaram 
300 anos espoliando África e América, e que os EUA 
deixaram o poder lhe subir à cabeça, e são ,atualmente, 
a desgraça do mundo. 

Mas, voltemos a Montaigne. Ele critica o fato de os 
franceses acompanharem a moda, e mudarem o estilo 
das roupas constantemente. 

"Mas lamento encontrar em meus compatriotas essa 
inconsequência  que faz que se deixem tão cegamente 
influenciar e iludir pela moda do momento que são 
capazes de mudar de opinião tantas vezes quantas ela 
própria muda, forjando cada vez novas razões para 
justificar a seus próprios olhos seus juízos mais díspares." 

Parece ser uma tendência antiga, que redundou em 
benefício para os franceses: Eles se tornaram o centro 
da moda em termos de roupa, e influenciaram o mundo 
inteiro. 

Porém, o que Montaigne critica mais é o fato de que, ao 
adotarem uma moda mais recente, passam a "espinafrar" 
a moda anterior, que eles mesmos usavam. 

"A maneira de hoje se vestir acarreta crítica imediata 
à de se vestir ontem, crítica que se exerce tão 
precisamente e de comum acordo que se diria 
estarmos, quanto a isso, dominados por uma mania 
perturbadora de nossa inteligência." 

Nesse ponto, Montaigne inicia uma listagem de modas 
que foram usadas e sucessivamente destronadas por 
outras, quase todas, segundo ele, inexplicáveis. 
Corto essa sequência por ser quase ininteligível pra mim. 
Para as mulheres, mais afeitas a essas questões, não é 
o caso, mas, de toda maneira, isso não é essencial. 

Então vem o que, para Montaigne, era questão de falta 
de imaginação dos 'alfaiates': O ressurgimento das 
modas antigas.  

"E sendo essa mudança tão repentina e rápida, não 
pode a imaginação de todos os alfaiates do mundo 
criar novidades em número suficiente, ocorrendo 
então o que se verifica amiúde, reaparecerem, ao fim 
de algum tempo, as modas abandonadas, enquanto 
outras, ainda recentes, deixam de agradar." 

O certo é que Lavoisier só publicaria a lei química da 
conservação das massas (popularmente "Nada se cria, 
nada se perde, tudo se transforma"), mais de 200 anos 
depois, e Chacrinha só iria enunciar a famosa "lei da 
conservação das ideias" ("Nada se cria, tudo se copia"), 
uns 500 anos depois. Conhecendo essas leis, Montaigne 
não atribuiría os ressurgimentos à falta de imaginação. 

Então vem a conclusão e, neste parágrafo final, é que 
chegamos a verificar a defasagem entre as duas épocas: 
A do ensaio e a de hoje. 

"E assim chegamos a  emitir sobre uma mesma coisa, 
em espaço de tempo de 15 e 20 anos, duas ou três 
opiniões não apenas diferentes mas, por vezes,  
absolutamente contrárias, revelando uma inconstância 
e uma leviandade  incríveis." 

Vinte amos! Dá pra imaginar uma "inconstância" dessas? 
Vinte e um anos durou a ditadura militar 1964-85. Pense 
num jovem dos anos 80 todo ornamentado como um 
Roberto Carlos de antes da Jovem Guarda! Ou numa 
mocinha do início do século 21 vestindo-se como nos 
anos 80! 

Realmente, as coisas do tempo de Montaigne são "um 
pouco" diferentes das de hoje! 

Abraço do tesco. 

SORTESCO 289

SATIRICON 
de PETRONIO 
Visto, de início, apenas como ficção, esta 
obra nos traz, na verdade, o costumeiro e 
o usual na sociedade romana do século 1, 
observados no cotidiano dos pobres: 
plebeus, escravos e libertos.  Nota-se a 
promiscuidade e amoralidade típicas das 
civilizações da antiguidade. A Grécia, 
possivelmente, tenha mostrado um 
quadro um pouco melhor, mas que não 
diferencia muito da situação geral. 
Apenas 160 páginas. 

INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, 
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. 
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. 
Basta indicar esta sua escolha nos comentários. 
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal 
(link no ítem 2 do Regulamento), em 15/02/2014. 
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, 
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

SORTESCO 288 - RESULTADO

Na extração de hoje da Loteria Federal a dezena do 5° prêmio é 39,

e, por aproximação, 
a opção vencedora é de  
CHICO!
Parabéns!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

VAI E NÃO PEQUES MAIS-2

- Ei, tesco, aquele negócio de pecado, que você falou no 
domingo, me deixou encucado! 

Ah, o problema do Armagedom? 

- Também, mas, fora isso, tem outra coisa. Jesus curava 
as doenças físicas: Cego, coxo, paralítico, leproso, 
maneta, corcunda... 

Êpa, que negócio é esse de maneta e corcunda? O Novo 
Testamento não fala dessas coisas não! 

- Sei lá, veio no embalo. Mas, veja, que é que tem doença 
com pecado? Não são coisas separadas? 

Bom, aí temos três aspectos a observar. Primeiro, que os 
judeus, como todos os povos da antiguidade, imaginavam 
que a ofensa contra Deus (ou deuses, conforme o povo) 
eram "castigadas" com males infligidos ao corpo físico do 
cliente, digo, do ofensor. Assim, a exortação de Jesus se 
encaixava perfeitamente no pensamento da época. 

- Então, Jesus pensava isso também? 

Não, aí é que vem o segundo aspecto: Jesus sabia, como 
nós sabemos hoje, que as doenças são originadas, se não 
todas, predominantemente, de problemas espirituais, e, 
desse modo, "não pecar mais" é, antes de tudo, profilaxia, 
quer dizer, prevenção de doenças. 

- Ah, certo, então Jesus atirava no que via e acertava no 
que não via. 

Hum, não me parece a figura mais apropriada. Digamos 
que Jesus recomendava "o certo de sempre", e o pessoal 
achava que ele dizia "o certo da época". 

- Tá, vá lá. 

O terceiro aspecto apresenta duas variantes, uma é que, 
como o atual pensamento científico assevera, muitos dos 
problemas físicos do homem moderno originam-se de 
conflitos na mente, isto é, que distúrbios psíquicos, que 
denominam como neuroses, manias, esquizofrenias, e 
coisas assim, causariam males físicos. Portanto, 'não 
pecar mais' equivaleria a pacificar a mente, acalmar-se, 
harmonizar-se, sei lá, 'entrar em alfa'. 

- Certo. Mas tem outra 'variante'? 

Sim, utilizando o conceito que emiti sobre pecado, 'não 
ofender as criaturas de Deus'. Temos que observar aqui 
que 'criaturas de Deus' inclui a própria pessoa, não são, 
necessariamente, os outros. Daí temos que, todos os atos 
cometidos em excesso, podem se tornar 'ofensa a uma 
criatura de Deus', ou seja, um pecado. 

Desse modo temos uma etiologia mais... 

- Você quer dizer 'etimologia'? 

Não, 'etiologia' é o estudo das causas, nesse caso, causas 
das doenças. Como dizia, etiologia mais abrangente, mais 
ampla, pois as mais variadas ações, conceituadas como 
'pecado', podem originar doenças. 

Como exemplos temos: 
Ingerir quantidades excessivas de sal, açúcar ou gorduras; 
enraivecer-se contra uma pessoa, parente ou não; 
entristecer-se, em excesso, com perdas financeiras; 
matar um animal, sem motivo justo; 
drogar-se, com drogas lícitas ou ilícitas, sem necessidade; 
exemplos não faltam, usando-se este conceito de pecado. 
E assim, o pecado carreará a doença. 

Portanto, aconselhar a não pecar pode ser visto como, 
antes de tudo, uma recomendação que visa a saúde! 
Não sei se você vai, mas se for, "vai e não peques mais!". 

Abraço do tesco. 

SORTESFCO 20

LABIRINTO 
de ROBERT SILVERBERG 
Os textos de Silverberg são claramente 
de ficção científica, porém, as tramas que 
ele nos traz, costumeiramente, são
dramas 
sócio-psicológicos, que nos 
instigam o interesse. Este, por exemplo, 
fala de um excluído - literalmente - não 
somente da sociedade humana, mas da 
humanidade. Mas ele se torna necessário 
em decorrência do encontro com uma 
espécie alienígena, e vão procurá-lo no 
labirinto mortal, onde está habitando. 
São 166 páginas. de tensão, nesta obra eletrizante. 

INSCREVA-SE ASSIM: 
Escolha apenas UM grupo, de 1 a 20, 
com 5 dezenas já determinadas.
Exemplos: Grupo 1 = dezenas 01, 02, 03, 04 e 05. 
Grupo 20 = dezenas 96, 97, 98, 99 e 00. 
Basta indicar esta sua escolha nos comentários. 
O vencedor será indicado pelo sorteio da Loteria Federal 
(link no ítem 2 do Regulamento), em 12/02/2014. 
Escolha um grupo AINDA DISPONÍVEL, 
ATÉ às 17 horas do dia do sorteio. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SORTESFCO 19

Nesta edição do sortesFCo, 

sem concorrentes, a vencedora é: 

HISCLA!

Parabéns!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

VAI E NÃO PEQUES MAIS

"Vai e não peques mais!" dizia Jesus ao libertar mais um 
sofredor de seus males físicos. Mas, o que ele queria dizer 
exatamente com 'pecar'? 

No conceito dos judeus na época, pecar era "ofender o 
Senhor Deus" e, ainda hoje, é esse o conceito pra muita 
gente.  Mas isso não é possível! 

- Está dizendo que ninguém peca? 

Sim, pelo conceito emitido, ninguém conseguiria pecar, 
pois Deus não pode ser modificado por nenhuma de suas 
criaturas, consequentemente, não muda de "humor" de 
acordo com palavras, atos ou pensamentos de nenhum de 
nós. Ele é "inofensível". 

- Então, o pecado o que é? 

Não sou teólogo, mas, na minha opinião, pecado deve ser 
olhado como qualquer ofensa às criaturas de Deus. Não 
que ele se zangue, mas ele nos colocou no mundo como 
seres irmãos, para sermos solidários, não inimigos entre 
nós, combatendo-nos uns aos outros, ou dominadores, 
predando, e dominados, servindo de presa. 

- Ué! Mas o predador e a presa existem na natureza! 

Sim, mas tigres, hienas, gatos e cachorros não têm o nível 
mental de homens, embora grande parte da humanidade 
continue se rebaixando ao nível de predadores. E não falo 
somente do comportamento de humanos entre si, também 
dos humanos em relação aos animais. Infelizmente, estes 
ainda veem os animais como "massa de manobra" e, sem 
nenhuma consideração ética, fazem o que querem com 
eles. Ou, melhor dizendo, "contra" eles. 

- Mas, se é possível fazer algo contra animais, isso não é 
indício  de que se tem liberdade para fazê-lo? 

Liberdade tem, mas, como escreveu Paulo aos coríntios: 
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas 
convêm" (1 Cor, 6:12). Na medida em que se eleva o nível 
tecnológico dos homens, deveria se elevar também seu 
nível de consciência moral, consequentemente, a ética 
deveria prevalecer, e a utilização de animais ser bem 
regrada, pra não torná-los vítimas desnecessariamente. 

Enquanto aguardamos essa elevação da consciência - a 
qual já atinge muitas pessoas - a maioria da humanidade 
continuará pecando, indiferente aos apelos do Cristo. 

- É. Até quando isto será possível? Quando se dará o 
Armagedom? 

O Armagedom não mudará a conduta dos homens, talvez 
apareça como um sinal de que  a porção menos evoluída 
da humanidade já foi expurgada para mundos mais 
adequados ao seu comportamento. Assim, os que vão,
não 
mudam, e os que ficam, já mudaram. 

- Ih, entendi não! 

Tudo bem, veremos isso noutra oportunidade. Por hoje, 
já pecamos o suf, digo, já falamos o suficiente. 

Abraço do tesco.